Chaise-Longue

Abril 30 2014

 

 

                                          Promessas não cumpridas

 

                                     

 

                                      Alvorada de Abril, que prometia

                                      O crescimento sim, mas sem censura

                                      Alvorada febril que nesse dia

                                      Nasceu para ficar, límpida e pura .

 

 

                                      Alvorada de Abril, mas onde estás ?

                                      Quem te matou e assim te faz negaças ?

                                      Agora as alvoradas surgem más

                                      E poucos as festejam nestas praças .

 

 

                                      Acreditaste tanto e afinal

                                      Doente continua Portugal

                                      Sem que se veja ao longe melhoria

 

 

                                      Na busca cansativa e dolorosa

                                      Não antevendo cravo ou mesmo rosa

                                      Neste soturno, baço e triste dia .

 

 

 

publicado por Loscar Elmano às 21:22

Abril 27 2014

Terminada a parafernália das "comemorações" ( ?! ) do vinte e cinco barra quatro apeteceu-me

recordar o meu

 

                               Recado aos Políticos

 

                               Não .

                               Não desfraldo bandeiras

                               Não participo

                               Não grito .

                               A mão ( bem ) cheia de promessas

                               Mirrou e não deu fruto .

                               Introspectivo o desalento

                               E milhões comigo .

                               Cépticos somos .

 

( No livro " Melodia Interrompida " )

publicado por Loscar Elmano às 23:40

Abril 22 2014

Na entrevista dada a Maria João Avillez e que foi publicada em livro ( "Democracia", no título do

segundo volume ) Mário Soares confessou que na eleição presidencial de 1980 - na qual os

principais candidatos foram Ramalho Eanes e Soares Carneiro - votara ( o que reconhecia ter

sido um voto de protesto completamente inútil ) no General Galvão de Melo .

"Democracia" foi editado em 1996, mas nem o facto de terem passado 18 anos justifica que

agora Mário Soares venha dar o dito por não dito .

É que no dia 14 do corrente, durante a conferência "25 de Abril, 40 anos" realizada na Fundação

Gulbenkian, Mário Soares, com total descontracção - para não lhe chamar outra coisa ! - ,

garantiu ter votado em Ramalho Eanes para Presidente da República, quer em 1976 quer em

1980 .

E disse-o como se não fosse conhecido de todos que, em 1980, diabolizou a opção do PS em

apoiar a recandidatura de Ramalho Eanes, tendo-se mesmo suspendido das funções de

secretário-geral do partido .

Realmente cada vez temos mais consciência da "seriedade" do dr. Mário Soares .

publicado por Loscar Elmano às 18:55

Abril 19 2014

Uma mãe é sempre o nosso refúgio, talvez ainda mais como adulto do que quando criança .

Mãe, estou cansado - deixa-me repousar no teu regaço .

Mãe, estou triste - consola-me como só tu sabes fazer .

Mãe, estou feliz com o meu êxito - a vitória é tua, pois tu é que me fizeste assim .

Dai que a sua perda seja sempre brutal .

Mas mais brutal ainda é a perda de um filho . 

É que tal perda é a perda de um sonho, das expectativas, do futuro e deixa-nos um vazio

insuportável .

Vazio que me fez, na parte final de um poema publicado no meu primeiro livro de poesia

( Melodia Interrompida ), escrever o seguinte :

" Já os meus olhos tristes e sem brilho

Na busca cansativa e condenada

Lembram a cruz de quem perdeu um filho

E aperta as mãos sem nelas sentir nada . "

 

( Texto, com pequenas alterações, de uma anterior reflexão minha, que coloquei no blogue

da escritora Rita Ferro em 12 de Setembro de 2010 )

publicado por Loscar Elmano às 23:52

Abril 09 2014

Em 28 de Janeiro transacto pronunciei-me neste blogue sobre as praxes, manifestando a minha

discordância quanto ao tratamento idêntico dado a realidades muito diferentes - entendi então

( e continuo a entender ) que não são de nenhum modo comparáveis a praxe de uma universidade

histórica como a Universidade de Coimbra, com tradições enraizadas durante séculos, e os

arremedos de praxe de "universidades de aviário" ou "universidades de vão de escada" que não

têm história nem tradição e que, por isso mesmo, criaram à pressa e de forma não estruturada

um pseudo código de praxe gerido de forma arbitrária por estudantes seniores que nada fazem

de positivo na integração dos novos universitários .

Acabo de ter conhecimento de um comentário do New York Times que me deixou extremamente

satisfeito, pela similitude de entendimento em matéria de praxe estudantil em Portugal .

Referiu o NYTimes - podendo informação mais completa ser recolhida em www.nytimes.com -

a menor qualidade das universidades privadas que, carentes de história, imitam Coimbra e

criam tradições artificiais de praxes que, para alguns, assumem contornos perigosos .

Não fui eu o autor do texto publicado no New York Times ..., mas a verdade é que o subscreveria

com o maior gosto e sem nele alterar sequer uma vírgula .

publicado por Loscar Elmano às 00:50

Abril 06 2014

Vai ser muito curioso assistir aos desenvolvimentos da campanha para as eleições europeias,

em especial ao terçar de armas de dois colegas do mesmo escritório de advocacia - António

Vitorino, mandatário da candidatura do PS e Paulo Rangel, cabeça de lista da coligação PSD/CDS .

António Vitorino, com a inteligência que lhe é sobejamente reconhecida e com a capacidade 

exímia em jogar com as palavras, usando-as na exacta medida, já fez uma referência à

AUSTERIDADE, referência essa que não deixou dúvidas .

Disse António Vitorino :

"Aqueles que se abstiverem de participar não poderão mais tarde queixar-se da continuação

da austeridade cega ou das orientações que discriminam os países em função da sua situação

económica e social " .

Ou seja - é criticável uma austeridade cega mas não uma austeridade consciente e realista, uma

vez  que António Vitorino sabe perfeitamente que a austeridade tem ainda que continuar, tão

grave foi a situação na qual o senhor Pinto de Sousa deixou o país .

Depois de Óscar Gaspar vemos agora António Vitorino a reconhecer que o caminho, nos próximos

tempos, continuará ainda a não ser fácil .

Austeridade não cega mas austeridade consciente e realista, austeridade da qual António José

Seguro foge como diabo da cruz, continuando a falar - sem a menor concretização, contudo -

em desenvolvimento e melhorias sociais ( através de aumentos de despesa ), num cenário tão

cor-de-rosa como utópico .

Só que OG e AV surgem noutro comprimento de onda . E as suas declarações levam-nos a pensar

que não faltará muito para que possamos ouvir António José Seguro a miar .

É que como gato escondido com o rabo de fora já milhões de portugueses o estão a ver ...

publicado por Loscar Elmano às 22:53

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .
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