Chaise-Longue

Janeiro 14 2016

Logo que estabelecida a lista definitiva dos candidatos à Presidência da República ficaram de imediato muito limitadas as perspectivas de uma campanha de elevado nível .

Realmente um grande número de candidatos não é sinónimo de qualdade .

Vejamos, de forma rápida, a lista dos concorrentes ao lugar :

a) três são praticamente desconhecidos, só tendo surgido por duas ordens de razões complementares - procura de um pequeno período de notoriedade, aliada à excessiva facilidade com que é possível elaborar um processo de candidatura à PR ( 7500 assinaturas para tentar o acesso ao mais alto cargo do Estado ; 75000 assinaturas para requerer a realização de um referendo ! ) ;

b) dois procuram fixar o eleitorado do respectivo partido, tentativa que, para já, parece incapaz de ter êxito ;

c) outro é um honesto bem intencionado que, na nossa república de bananas dominada pela partidocracia, vai ser trucidado pelos "aparelhos", por muito que se vá falando de independência ;

d) um outro - sem que isso signifique que não seja verdade ser a corrupção um problema gravíssimo em Portugal - "cansa" por não ter uma única ideia que se estenda para além dessa matéria ;

e) dois dos candidatos nada mais são do que autênticos semi-candidatos : sabem que não possuem a menor hipótese de ganhar o confronto na primeira volta e "rezam" para que, posicionados em 2º lugar e caso ocorra segunda volta, possam vir a ser considerados o mal menor, "arrebanhando" os votos daqueles que, antes, não tenham optado pelo candidato que obteve os maiores apoios ( nem que para isso, como já anteriormente sucedeu, esses eleitores tenham que olvidar o rosto daquele que, em desespero de causa, vão escolher ) ;

f) o último - que é o primeiro - podia bem ser um semi-oásis no deserto de ideias desta campanha : só que não o é, por opção própria ( o seu calculismo exacerbado impede-o de "abrir o jogo", na busca permanente da "quadratura do círculo" e de não compromissos que lhe permitam "pescar" em todas as águas ) .

É este o triste panorama do processo eleitoral do Presidente da República, muito mais próximo de uma qualquer "Quinta" do que de um acto relevantíssimo ( para republicanos ... ) na vida nacional .

E é por isso que lamento o desperdício da utilização de uma magnífica jornalista como a Maria Flor Pedroso na cobertura da campanha que, pelo seu baixíssimo nível, estaria muito melhor entregue a uma Teresa Guilherme ou quejanda .

publicado por Loscar Elmano às 22:20

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