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Chaise-Longue

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

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PASSADO

PASSADO

 

Olho os tempos passados e padeço

A dor amarga e doce da saudade

Recordo com ternura a mocidade

Essa recordação com que faleço .

 

Foi riqueza de vida repartida

Foi prazer juvenil da descoberta

Foi emoção profunda bem vivida

Foi via evolutiva bem aberta .

 

Agora o tempo corre devagar

E nele nem consigo recordar

O frenesim do tempo que passou .

 

Há solidão agora à minha beira

Em contraponto a uma vida inteira

Que sem sinal bem para trás ficou .

 

CARLOS ALMEIDA SANTOS ( com direitos de autor )

Luís Montenegro - um político amador e um negociador frágil

Com a sua incapacidade Luís Montenegro traçou o seu pedregoso caminho .

O início do mal deu-se quando, em resposta imponderada a jornalistas e pseudo-jornalistas que, de forma acintosa e repetitiva, lhe perguntavam se iria aliar-se ao Chega, respondeu o fatídico "Não é não" em vez de lhes retorquir que não se lembrava de eles, alguma vez, terem perguntado a António Costa, antes das eleições que levaram à "geringonça", se iria aliar-se ao BE e/ou ao PCP .

O mal estava feito e o resto veio por acréscimo . 

As três derrotas na tentativa de eleição de Aguiar-Branco para Presidente da Assembleia da República são consequência desse falhanço vocal .

E, depois, a emenda é pior do que o soneto - Montenegro foi estrondosamente derrotado por Pedro Nuno Santos .

Viu-se forçado a dividir a presidência da AR com o PS, mas sempre em posição de inferioridade .

É que o PS, na eleição ( à quarta tentativa ! ) de Aguiar-Branco, sabia em quem estava a votar, enquanto que os deputados do PSD, daqui a dois anos, terão que aceitar quem o PS lhes queira impingir .

Erros atrás de erros .

APOSTILA

Só resta uma questão na qual ainda não me sinto esclarecido - o "folhetim" da eleição na AR ter-se-á devido mais a uma "birra" de André Ventura ou a um "grãozinho de areia" colocado na engrenagem por Nuno Melo ?

Cinquenta, um número com profundo simbolismo

O Chega, com a vitória nos votos dos emigrantes, atingiu o número de cinquenta deputados na Assembleia da República .

Um número com profundo simbolismo, ao surgir no ano que faz cinquenta anos a revolução que derrubou o regime autoritário .

Um deputado por cada ano dos cinquenta que tem a revolução .

Um deputado por cada uma das promessas não cumpridas .

Continuem nesse caminho - e depois queixem-se ...

"Expresso", o semanário oficioso do actual Presidente da República

O Expresso publicou recentemente na primeira página que o Presidente da República não quer o Chega no Governo .

Trata-se - e está muito longe de ser a primeira vez - de uma notícia "encomendada" por Marcelo Rebelo de Sousa .

Comportamento pouco edificante de quem está em queda livre já há bastante tempo e não consegue emendar-se da prática antiga das diabruras de criança, quando metia medo à avó .

Mas infelizmente é o que temos !...

Resultado das eleições de 10 de Março - um sério aviso

Ao contrário do que a esmagadora maioria pensa, acho que ninguém ganhou as eleições de 10 de Março .

Mas delas terá resultado um aviso muito sério .

Explico :

Embora muitos comentadores euféricos apontem a redução da abstenção em relação a 2022, penso que a comparação deve ir muito mais atrás .

Quando, em 1975, tiveram lugar as primeiras eleições livres depois da queda do regime autoritário votaram mais de 91% dos inscritos nos cadernos eleitorais .

Agora, em 2024, um terço dos potenciais eleitores pura e simplesmente marimbou-se, não indo votar .

Há é que dissecar as causas desse desinteresse .

Para tanto recordo a canção ( a paz, o pão, habitação, saúde, educação ) - onde estão tais promessas e tais desígnios ?

Salvo raríssimas e honrosas excepções, desde o 25 de Abril os sucessivos Governos só têm avançado no seu incumprimento .

Aliás, há uns anos, compus um soneto que permanece hoje em dia tão actual como nessa altura .

Vou transcrevê-lo :

 

PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS 

Alvorada de Abril, que prometia

O crescimento sim, mas sem censura

Alvorada febril, que nesse dia

Nasceu para ficar, límpida e pura .

 

Alvorada de Abril, mas onde estás ?

Quem te matou e assim te faz negaças ?

Agora as alvoradas surgem más

E poucos as festejam nestas praças .

 

Acreditaste tanto e afinal

Doente continua Portugal

Sem que se veja ao longe melhoria 

 

Na busca cansativa e dolorosa

Não antevendo cravo ou mesmo rosa

Neste soturno, baço e triste dia .

 

Voltemos, então, ao sério aviso .

Várias centenas de milhar de eleitores mostraram chocante desinteresse pelo processo eleitoral .

E quando ( ou se ) esses inúmeros desinteressados - em consequência da péssima gestão da Causa Pública - se converterem em revoltados, como muitos já fizeram ?

É esse o sério aviso .

 

 

RECEIO

Estou quase a completar a construção da minha casa de férias no Alentejo .

Mas confesso que sinto um certo receio de ouvir António Costa a dizer a Pedro Nuno Santos para a vir inaugurar em virtude de ser obra sua, como fez recentemente com o futuro hospital de Sintra, cuja construção foi suportada pela autarquia ...

Réplica

Pedro Nuno Santos disse recentemente, numa acção de campanha :

"A direita é como a lotaria ."

Aqui vai a réplica :

A esquerda nunista é como a roleta russa .

Um grande negócio autárquico

Os lugares de estacionamento pago têm aumentado exponencialmente em Setúbal .

Os parquímetros crescem como cogumelos .

A população queixa-se - se bem que com excessiva calma - e aponta o dedo à autarquia por andar a enriquecer a Datarede .

Só que isso é apenas parte - e nem sequer a mais relevante - da questão .

A Câmara Municipal de Setúbal é ainda mais interessada do que a Datarede na brutal expansão dos parquímetros, pois cobra 50,02% da receita mensal bruta efectuada através deles .

Uma mina de ouro à custa de uma população delapidada ! 

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