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Chaise-Longue

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

De orgulhosamente sós a lamentavelmente subjugados . Antes sós do que mal acompanhados .

Nos anos do regime autoritário este era acusado de se encontrar isolado no mundo, por incapaz de

se adaptar aos novos ventos da história .

Tal acusação era também veiculada pelos opositores internos, que hoje se vê como estariam desejosos

de implantar algo de semelhante ao regabofe actual, com as consequências que estão à vista de todos .

Surgiu então a expressão " orgulhosamente sós ", para exprimir a teimosa resistência às " modas " que

 estavam a começar a ser seguidas no nosso planeta .

Só que as dificuldades surgidas em consequência do ostracismo ( ou, pior ainda, das fortes críticas ) de

importantes países tiveram um inesperado resultado : o povo português cerrou fileiras, fez das fraquezas

forças e continuou a progredir, lenta mas seguramente, superando os obstáculos .

Depois ... veio a adesão às tais " modas " .

Foi a descolonização " exemplarmente " rápida; foi o crescimento desmesurado das " clientelas " à mesa

do orçamento ( a nova " manjedoura " ); foi a chocante subalternização do interesse nacional aos interesses

particulares e partidários; foi o empalidecimento do sentido de Serviço Público; foi a delapidação intensa e

sem critério da riqueza que tinha sido amealhada; foi a apologia e a prática da lei do menor esforço .

E assim, passo a passo, fomos caminhando, de forma inexorável mas alegremente, para o abismo .

Não foi necessário muito tempo para chegarmos ao fim da jornada .

Agora, pobres e desaprendidos da luta e do esforço indispensáveis para progredir, mendigamos ajuda . Ajuda

que, afinal, não merecemos, que, apesar disso, nos está a ser concedida, mas que temos de pagar com

língua de palmo .

E, ao começar a pagá-la, estamos a deixar de ser nós, dependentes e quiçá mesmo escravos de novos donos .

Portugal, Nação com quase novecentos anos de história, está a perder de novo a sua independência . Com a

agravante de que, nos tempos de hoje, nem meia dúzia de conjurados conseguiríamos recrutar, quanto mais

quarenta .

Como estaríamos bem melhor orgulhosamente sós do que tão mal acompanhados !

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