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Chaise-Longue

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

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Deitar os foguetes ... antes da festa ...

Deixei no meu blog, no dia 3 do corrente, a interrogação sobre se as comemorações prévias pelos

adeptos do SLB da vitória no Campeonato ( e parece que também os sucessos na Liga Europa e

na Taça de Portugal ) não pecariam por extemporâneas .

O tempo veio dar-me inteira razão .

O Benfica conseguiu ser, em cada uma das três competições, o primeiro ... dos últimos ...

Perder tanto ... em tão pouco tempo ... é obra !

Obra em grande parcela construída pelo Jorge ... Jejum ... 

As semelhanças entre Jardim Gonçalves e Paulo Portas

Como duas pessoas de áreas tão distintas ( a banca e a política ) podem afinal apresentar tantas

semelhanças !

Primeira semelhança : JG deixou a presidência do Millennium BCP voluntariamente ; PP também

saiu da chefia do CDS-PP por iniciativa própria .

Segunda semelhança : JG escolheu o seu sucessor no Banco ; PP indigitou aquele que, através

dos votos dos militantes do partido, esperava que viesse a ser eleito .

É verdade que surgiu depois uma diferença com algum significado - é que o "delfim" de PP foi

preterido pelos militantes do CDS-PP, os quais escolheram outro candidato .

Mas, depois deste "acidente de percurso", as semelhanças voltaram a aparecer : JG, não esperando

tanta autonomia por parte do seu sucessor, intensificou intervenções como protagonista, chegando

a ser patéticas as cartas que foi dirigindo aos accionistas do Banco ; PP foi actuando, através dos

seus "homens de mão", de molde a fragilizar o seu sucessor, até este se fartar da campanha levada

a cabo e bater com a porta .

Nessa altura Ribeiro e Castro ( RC ) saiu claramente em colisão com PP, mas todos sabemos que na

política o que mais abunda é a falta de memória ...

E, para que isso aconteça, nada é mais adequado do que um lugar, seja no Parlamento Europeu, na

Assembleia da república, numa autarquia ou numa empresa pública ...

Essa falta de memória é extensiva a todas as forças políticas - basta ver a actual aparente pacificação

no seio do Partido Socialista, com as loas à unidade e à solidariedade alcançadas, quando o que se

passa ( e é inteligível mesmo para cidadãos com um QI apenas médio ) outra coisa não é do que a

colocação nos "blocos de partida" para a conquista de lugares num futuro Governo encabeçado pelo

PS .

E como se prevê que venha a ser pouco provável a conquista por esse partido de uma maioria absoluta,

o especialista na "construção de pontes" que é PP já tem os seus apaniguados ( entre os quais avulta

Pires de Lima ) a actuarem por ele ( de molde a não colocar em causa o seu difícil equilíbrio na actual

coligação ), marcando pontos antes do próximo combate eleitoral geral .

Ficamos a aguardar os próximos episódios, mas, como sucede na leitura de certos livros, sem grandes

dúvidas quanto ao desfecho final ...

Um novo provérbio

Os inesperados desenvolvimentos recentemente ocorridos no processo judicial conhecido por

Caso Taguspark fizeram-me pensar .

O processo em causa teve uma longa fase de averiguações, seguida de uma outra longa fase

instrutória .

Muito tempo - como, aliás, vem sendo usual na Justiça em Portugal -, mas que se desculpava

com base no velho provérbio " Depressa e bem há pouco quem " .

Só que, depois de tanto tempo, as "montanhas" investigatória e instrutória acabaram por

apenas parir ratos ...

Uma enorme inconsistência levou o próprio Mº Pº - magistrado com a função acusatória no

processo - a acabar por pedir a absolvição dos arguidos .

Assim, na primeira quinzena do século XXI em Portugal, surgiu-me a necessidade de aditar à

longa lista dos provérbios existentes mais um :

"Devagar e mal há muito em Portugal" !

Não será cedo para celebrações ?

Depois da vitória do SLB na 2ª mão da meia-final da Liga Europa, com a consequente eliminação

da equipa turca, os adeptos do Benfica desdobraram-se em manifestações .

Manifestações ... numa altura em que ainda não ganharam nada ...

É verdade que o Campeonato Nacional está praticamente ( ou será mais correcto dizer capelamente

... ? ) ganho e que a final da Taça de Portugal não deve ser mais do que um passeio, mas já quanto

à Liga Europa as coisas piam mais fino .

O Chelsea, apesar de ser orientado por um treinador medíocre, tem muito mais chances de vencer

o jogo da final do que o SLB .

Gostaria de estar enganado, mas temo que, mais do que a derrota, o Benfica possa mesmo vir a ser

humilhado - tal como recentemente o foi o Barcelona ( essa equipa que, sem Messi, é a equipa mais

"chata" da Europa ; é que futebol não é um conjunto de passes que se sucedem e provocam sono

mas sim a busca do "orgasmo" do golo ) perante o Bayern de Munique .

E, seja como for, não será realmente cedo para celebrações ?

Ou será a "seca" de várias dezenas de anos que leva a tais precipitações ?

E-mail que hoje enviei ao Ministro da Solidariedade e da Segurança Social

O Governo tem estado a efectuar cortes sucessivos nas reformas dos beneficiários da Segurança

Social .

Ao contrário do que muitos referem por minha parte estou consciente de que o Estado Social, na

sua actual dimensão, não é sustentável .

Tenho, contudo, que criticar a metodologia usada pelo Governo nesses cortes .

O que vejo é a cantilena do "Fado do Desgraçadinho" em vez de uma análise, séria e ponderada,

da relação comparticipação/benefício .

Os que mais reclamam, queixando-se de reformas muito baixas, são muitas vezes aqueles que

menos contribuiram e que, para além disso, frequentemente utilizaram expedientes para aceder

à reforma .

Basta recordar que, a partir de Janeiro de 1974 e até Dezembro de 1979, CHEGAVAM 3 ANOS DE

INSCRIÇÃO E 24 MESES COM ENTRADA DE CONTRIBUIÇÕES PARA SE ADQUIRIR DIREITO À REFORMA

POR VELHICE .

E não foi apenas uma questão de tempo, pois houve as maiores "manigâncias" na "fabricação" das

condições de acesso à reforma - maridos ( médicos, veterinários, etc. ) que colocavam as mulheres

como empregadas, estudantes que deram explicações nos tempos da Universidade e muitas outras

vias .

É evidente que agora já não será altura para fazer uma apreciação individual desses casos .

Mas acho perfeitamente possível ao Governo ( terá coragem ? ) autonomizar essas situações e, pura

e simplesmente, não actualizar os montantes das reformas .

Da actualização deveriam ser excluídas todas as reformas por velhice obtidas com menos de 120 meses

de entrada de contribuições e as reformas por invalidez alcançadas com menos de 60 meses de entrada

de contribuições .

Desse modo, sim, far-se-ia alguma justiça, em vez de o Estado beneficiar pequenas reformas que pura

e simplesmente não deveriam existir .

E são dezenas ou talvez mesmo centenas de milhar de casos .

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