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Chaise-Longue

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

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Agradecimento a António José Seguro

Embora ainda faltem dois meses para a data das eleições europeias encontrava-me a viver

um grande dilema .

É verdade que o Secretário-Geral do PS declarou que o partido está a apresentar medidas

concretas em várias áreas e por isso não quer " apenas merecer o voto dos portugueses

pelo protesto e descontentamento " mas também pelas propostas .

Só que, por mais que se procure, não se conseguem lobrigar quaisquer propostas concretas

- apesar de Óscar Gaspar já ter, por certo, levado um forte puxão de orelhas quando em

momento recente destapou algumas carecas ...

E como não há propostas, não me é possível ponderar votar no PS .

Votar na coligação PSD-CDS também se revelava complicado - como esquecer a influência do

ex-Paulinho das feiras e actual "irrevogável" Paulinho dos vistos gold ?

A abstenção encontrava-se assim a ganhar peso nas minhas possíveis opções .

Eis senão quando o Secretário-Geral do PS disse ontem que quem não votar nas eleições

europeias de Maio será " cúmplice das políticas do Governo " .

Sucede, portanto, que não posso deixar de votar .

E como continua a não haver quaisquer propostas do PS lá terei que ir votar ( para não ser

cúmplice, pela minha ausência, das políticas do Governo ) - votar na coligação PSD-CDS,

procurando "esquecer-me" da figura do "irrevogável" .

Não foi isso que fez o PCP ao votar em Mário Soares, mesmo que fosse necessário tapar-lhe

a fotografia para não o ver ?

Obrigado António José Seguro - resolveu-me um grande dilema !

 

A falta de pudor de Mário Soares

No discurso de aceitação do prémio de Personalidade do Ano de 2013 da Associação da Imprensa

Estrangeira em Portugal Mário Soares lembrou a sua relação com os jornalistas, de quem " sempre

gostou muito " .

É mais uma das inúmeras manifestações de falta de pudor de Mário Soares, capaz de ver, em

momentos diferentes e quando se encontre em posições também diferentes, a mesma realidade

de forma em absoluto antagónica .

Só dois rápidos exemplos :

1º - as maiorias absolutas eram perigosíssimas quando concedidas a Cavaco Silva mas já cheias

de virtualidades se atribuídas ao PS ;

2º - Sócrates ( o sr. Pinto de Sousa ) chegou a ser considerado por Mário Soares como " o pior do 

guterrismo "; só que agora, por também render vassalagem a Mário Soares, já se encontra "recuperado" .

Ora quando Mário Soares, sendo 1º Ministro, assinou em Agosto de 1983 um memorando de

entendimento com o FMI - altura em que via como naturais e indispensáveis medidas de brutal

austeridade, austeridade que agora critica ao actual Governo - não tinha tanta consideração pelos

jornalistas como agora apregoa .

Basta recordar que nessa altura ( veja-se o Der Spiegel de 21 de Abril de 1984 ) para ele " a imprensa

portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável .

Ela dá uma imagem completamente falsa " .

Mário Soares tem, realmente, uma tremenda falta de pudor .

In vino veritas

Passei este sábado no Largo de Camões onde decorria mais uma manifestação da imobilista

CGTP-IN .

Lá se ouviam, como de costume, várias frases feitas, entre elas "A luta continua" .

A um canto da praça, com aspecto de se encontrar alcoolizado, um indivíduo de meia idade,

ao ouvir a referida frase, retorquia sem cessar : "E o resto também continua - tudo na mesma".

Era a sabedoria do álcool !

Realmente os problemas em Portugal vão muito para além da continuação da luta .

Para os superar o importante será :

* ter a noção de que, sem prejuízo embora de a riqueza existente poder ser melhor repartida, 

não é possível viver como se a riqueza fosse maior do que é ;

* entender que só é possível melhorar o nível geral dos portugueses se fizermos crescer a riqueza 

produzida aumentando a baixa produtividade que se verifica ;

* reduzir as fricções existentes entre os partidos e ampliar a intervenção na área política a cidadãos

independentes, de molde a tornar possível que - finalmente ! - o interesse nacional se sobreponha 

aos interesses partidários .

Com essa nova visão para Portugal enriquecer-se-á o país e, em consequência, melhorar-se-á o

nível de vida de todos os portugueses .

É por aí que a luta deve começar .

 

Já não vale a pena lutar contra o Novo Ac(b)ord(t)o Ortográfico ?

Fui, desde o primeiro dia, um feroz opositor do novo AO, dentro embora das minhas limitadas

possibilidades .

Primeiro que tudo em virtude dos tratos de polé que uma meia dúzia de ( mal ) "iluminados"

infligiram à língua portuguesa e às suas origens . Mas também, como jurista que sou, por não

me ser possível pactuar com a ilegalidade extrema que consistiu na revogação, por meio de 

duas resoluções ( RAR nº 35/2008 e RCM nº 8/2011 ), de diplomas hierarquicamente superiores

( DL nº 35228 e DL nº 32/1973 ) que tinham aprovado o anterior AO .

E foi por isso que mais uma vez acompanhei com asco a atitude dos deputados da Assembleia

da República, aprovando um texto insípido, inodoro e incolor com o qual ignoraram na matéria

as preocupações e os anseios de muitos e muitos milhares de portugueses .

Só que a realidade dos últimos dias abalou de forma séria a minha combatividade .

A previsível entrada da Guiné Equatorial na CPLP fez-me duvidar da justeza da luta na defesa

da língua portuguesa .

A CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - vai, com essa provável entrada ,

converter-se numa outra comunidade, embora possa manter a sigla : a Comunidade dos Países

de Língua Petrolífera !...

E sendo o petróleo desse país execrável que é a Guiné Equatorial  tudo menos "refinado" e a

língua portuguesa ( a terceira língua desse país ditatorial, língua que nele não será falada, lida,

escrita e entendida por ninguém ) simples moeda de troca para a chegada de umas "migalhas"

ao nosso Portugal que já foi grande, como continuar a ter forças e vontade para defender a

pureza da nossa língua e terçar armas por ela ?

 

 

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