Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Chaise-Longue

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

A actuação da Assembleia da República leva normalmente ao aumento do seu descrédito

O actual regime legal atribue ao Tribunal Constitucional a competência para apreciar as contas dos partidos políticos, enquanto que a competência para analisar as contas dos grupos parlamentares cabe ao Tribunal de Contas .

O Tribunal de Contas tem poderes de fiscalização mais vastos e, todos os anos, tem determinado e devolução de verbas atribuidas aos grupos parlamentares .

Há poucos dias todos os partidos com representação na AR ( seis ) entregaram um projecto de lei que retira ao Tribunal de Contas a competência para fiscalizar as subvenções atribuidas aos grupos parlamentares, passando-a para a alçada do Tribunal Constitucional .

Repetem assim uma tentativa já feita em 2010 mas que tinha sido chumbada pelo Tribunal Constitucional, tentativa na qual, aliás, pretendiam até atribuir efeitos retroactivos à alteração do titular do poder fiscalizador .

Esta tentativa, iniciada pelo PCP mas posteriormente recebedora de apoio dos restantes partidos, "parece esquecer" que tem sido produzida jurisprudência defendendo a separação das contas dos partidos e dos grupos parlamentares .

"Parece esquecer", mas o objectivo a atingir justifica, na óptica dos partidos, tal "esquecimento" - o Tribunal Constitucional tem uma competência fiscalizadora bem mais limitada do que o Tribunal de Contas, o que lhes é mais "cómodo" para o futuro e com essa "transferência" de competências muito provavelmente conseguem também resolver os problemas dos anos anteriores .

Com comportamentos destes vai sempre a Assembleia da República conseguindo aumentar o descrédito com que é vista pela generalidade dos portugueses .

O Syriza e o Campeonato Mundial de Futebol de 1958

Alexis Tsipras era, há alguns anos atrás, um perfeito desconhecido no mundo global . E mesmo na Grécia, seu país natal, não passava de um simples indivíduo .

Só que nos últimos tempos, com os resultados eleitorais do Syriza - em especial os mais recentes nas legislativas - saltou de forma indiscutível para a ribalta .

Mas, quanto mais as luzes nele se focam, mais avultam as contradições e os recuos na sua agenda política .

Alexis Tsipras : o seu nome tem mais consoantes ( 8 ) do que vogais ( 5 ) .

É um aspecto curioso .

Consoante, segundo definem os dicionários, tanto significa uma letra que só pode ser pronunciada ( som ) com uma vogal que lhe sirva de apoio - e é, nesse caso, um substantivo feminino - como, e nesse caso é uma preposição, indica conformidade .

O comportamento do Syriza, cantando vitória antes das visitas do Primeiro Ministro e do Ministro das Finanças a vários líderes europeus, lembrou-me um acontecimento curioso ocorrido no Campeonato Mundial de Futebol de 1958 antes do jogo Brasil-URSS .

Vicente Feola, o técnico da selecção brasileira, desenvolveu o desempenho táctico que pretendia fosse levado a cabo pelos seus jogadores - passes curtos repetidos para atrair os russos, bola repentinamente lançada nas costas do marcador do Garrincha , este seguiria pela direita, Mazzola correria em direcção à zona da grande penalidade, centro e golo .

Garrincha, com as dificuldades naturais em entender aquela complexidade atento o seu baixo QI, perguntou então ao técnico :

Tá legal, seu Feola, mas o senhor já combinou isso com os russos ?

São as conformidades que se começam a acantonar no caminho do Syriza .

E, se calhar, não tarda que Alexis Tsipras aprofunde a sua acção de acordo com o princípio que, tempos atrás, enunciou :

" O poder torna-nos realistas e acaba por nos levar a fazer concessões e compromissos contra os nossos princípios " .

Malvados consoantes ...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D