Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Chaise-Longue

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

Marcelo banaliza a função de Presidente da República

Tudo na vida se quer com conta, peso e medida .

No comportamento individual, seja ele puramente cívico ou de figuras públicas, tanto é criticável a sobranceria, a indiferença ou o desinteresse pelos outros como o é o espalhafato sem critério, a intromissão indiscriminada ou a busca desenfreada do contacto até nos meios em que isso menos se justifique .

E, neste último caso, a não selectividade, quando se trata de figuras públicas, contribue para a desvalorização do papel que se desempenha e vulgariza a presença .

Com a sua hiperactividade sem critério Marcelo Rebelo de Sousa está, de forma acelerada, a banalizar a função de Presidente da República .

O exemplo admirável de Timor-Leste

As eleições presidenciais de Timor-Leste foram um exemplo para outros países lusófonos .

Decorreram de forma invejável, tendo-se apressado o segundo candidato mais votado a felicitar o vencedor .

A campanha eleitoral, a votação e a fase subsequente a esta desenvolveram-se sem mácula .

É uma pena que este magnífico exemplo não seja seguido, em especial, pela Guiné-Bissau e mesmo também por Angola e Moçambique .

E no comportamento cívico-político ainda por Portugal ...

Como se pretende que perca a razão quem a tem, deturpando o que foi dito

O Ministro holandês das Finanças e Presidente do Eurogrupo Jeroen Dijsselbloem, apontando os desequilíbrios macroeconómicos verificados em vários países da UE, disse textualmente o seguinte :

" ...Como social-democrata considero a solidariedade da maior importância . Porém, quem a exige também tem obrigações . Eu não posso gastar o meu dinheiro todo em aguardente e mulheres e pedir-lhe de seguida a sua ajuda . Este princípio é válido a nível pessoal, local, nacional e até a nível europeu . "

De imediato surgiram as deturpações, como se Dijsselbloem tivesse dito apenas uma frase :

" Não se pode gastar todo o dinheiro em mulheres e álcool e, depois, pedir ajuda . "

Em imediata sequência à deturpação surgiram em Portugal as "virgens ofendidas", encabeçadas pelo "chefe da geringonça" que perorou :

 Portugal cumpriu os compromissos com a UE pelo que o país "não tem lições a receber do sr. Dijsselbloem em coisa nenhuma" .

O que sucede, porém, é que Portugal está muito longe de ter cumprido todos os compromissos que assumiu perante a UE .

Se os tivesse cumprido não estaria confrontado com a ameaça do BCE, de acordo com a qual caso o Programa Nacional de Reformas não contenha as políticas requeridas " o procedimento por défice excessivo deve ser aberto em Maio " .

É que as recomendações que o BCE tem feito a partir de 2015 não foram, na sua grande maioria, implementadas .

E isso, segundo o BCE, é partiularmente surpreendente depois de as autoridades portuguesas se terem comprometido com "uma agenda reformista ambiciosa" em 2016 .

Com efeito, a esmagadora maioria das recomendações de reforma propostas - mais de 90% - tiveram apenas algum ou limitado progresso de implementação , apenas 2 em cerca de 90 foram implementadas de forma substancial e nenhuma o foi na totalidade .

É este cenário que leva o BCE a defender que, se Bruxelas vier a entender que Portugal não fez o suficiente, deverá impor a apresentação de um plano de acção para responder aos desequilíbrios macroeconómicos - elevado endividamento ; grande volume de crédito em incumprimento ; desemprego ainda alto - e que , se não for apresentado ou implementado, seja aplicada a sanção financeira prevista nas ferramentas  do Procedimento por Desequilíbrios Macroeconómicos - 0,1% do PIB ou seja, no caso de Portugal, cerca de 190 milhões de euros .

O que diz a isto o dr. António Costa ?

 

P.S.

As "virgens ofendidas" movimentam-se freneticamente "exigindo" a demissão de Dijsselbloem de Presidente do Eurogrupo .

A verdade é que sabem perfeitamente ser natural que isso venha a acontecer, em consequência dos resultados das eleições realizadas na Holanda no dia 15 do corrente .

É que nelas ( a Holanda, com mais de 14 milhões de habitantes, elege 150 deputados; Portugal, com 10 milhões, elege 230 deputados ; vejam lá se não há razões para se dizer que em Portugal há dinheiro mal gasto ! )os trabalhistas holandeses, o partido do sr. Dijsselbloem, teve uma derrota estrondosa, passando de 38 para 9 deputados .

É assim provável que os trabalhistas não venham a fazer parte da futura coligação, o que deverá colocar o sr. Dijsselbloem no limbo .

Há aspectos nos quais Portugal continua no século passado

Há poucos dias andei umas dezenas de quilómetros numa estrada municipal .

Cruzei-me exactamente com 57 veículos .

Destes 19 eram do século passado - 35,8% !

É uma consequência da actuação do actual Governo e, manda a verdade que se diga, de muitos outros que o antecederam desde o 25/4 .

A "defesa" da segurança rodoviária é feita por eles carregando de impostos as novas viaturas, enquanto que o "ataque" aos veículos vetustos se faz reduzindo de forma significativa o imposto único de circulação ...

Tudo ao contrário do que, para a segurança rodoviária, seria desejável .

Só que a voracidade da cobrança continua a sobrepor-se a todo o resto, tanto mais que adia a necessidade de redução das gorduras do Estado .

Adiamento esse indispensável para tentar que a "geringonça" não se desaricule .

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D