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Chaise-Longue

Site de poesia, pensamentos, análise política e social, polémica, pontos de vista, interrogações e inquietações . Aparece de quando em vez, sem obrigações calendarizadas .

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Continua a "novela" da restauração

Os proprietários de restaurantes e similares e a respectiva associação de classe continuam a

movimentar-se - muitas vezes de forma contraditória e incoerente - na tentativa de redução

do IVA dos actuais 23 % para o escalão intermédio de 13% .

Não cessam de apresentar a subida do IVA que ocorreu no passado como a causa principal

das suas dificuldades, quando todos sabemos que a razão essencial radicou no facto de uma

mais intensa pressão do Fisco ter reduzido de forma significativa a economia paralela, na qual

a restauração ocupava posição no pódio .

Mas as movimentações contraditórias e incoerentes aí estão :

a) por um lado é referido que, mesmo ocorrendo a baixa do IVA, não será possível aos estabelecimentos

de restauração baixar os preços a pagar pelos clientes, dada a grave crise que aqueles atravessam ;

b) por outro avança-se com a intenção de passar a entregar aos clientes uma decomposição do

preço que lhes permita verificar quanto pagariam a menos se o IVA regressasse à taxa de 13% ;

c) mais recentemente passou a ameaçar-se que, mesmo que não ocorra uma alteração legislativa,

os estabelecimentos, a partir do início de 2014, cobrarão aos clientes o IVA a 13%, sendo apenas

esse o montante a entregar ao Estado .

Posições, como vemos, eivadas de contradições e incoerências .

De qualquer modo, se - apesar de o considerar algo improvável - avançar alguma das "ideias luminosas"

da classe e da respectiva associação sempre direi que actuarei na matéria do seguinte modo :

1 - se me pretenderem entregar uma decomposição do preço dizendo-me que tem em vista permitir-me

verificar quanto pagaria a menos se a taxa do IVA fosse de 13%, pedirei uma outra simulação que me

possibilite analisar quanto o restaurante ganharia a mais se a taxa tivesse sido reduzida ( uma vez

que já afirmaram que, mesmo nesse caso, não poderiam baixar os preços a pagar pelos clientes ) ;

2 - se, sem alteração legal da taxa do IVA, me apresentarem uma conta com a taxa de 13%, recusarei

liminarmente o pagamento, só o efectuando se o recibo cumprir a legislação em vigor .

Mas acho que não se vai passar nada e que a montanha,como tantas vezes sucede, acabará por parir

um rato .

 

ADENDA - "Confirmando" a crise que tem sido tão badalada pelo sector acabam de ser publicados dados

comprovando que, desde Março de 2013, foram criados 43,8 milhares de empregos na restauração e na

hotelaria ... 

E desse lapso de tempo o segundo trimestre não é ainda influenciado pela sazonalidade ...

6 comentários

  • Imagem de perfil

    Loscar Elmano 12.11.2013 00:33

    Prezado Paulo Leones
    Permita-me, antes do mais, que rectifique um ponto : nunca referi encontrar-se a restauração no 1º lugar do pódio da economia paralela . Referi sim que, em meu entender, estava no pódio ( ou seja, num dos três primeiros lugares ) .
    Quanto ao resto é perfeitamente legítimo que tenha opiniões na matéria que não sejam coincidentes com as minhas .
    Mas sempre digo que tendo sido referido, já há meses, por um proprietário de um estabelecimento de restauração que :
    * tinha cada vez menos clientes
    * não tinha subido os preços
    * pagava o triplo do IVA que antes da subida da taxa,
    não pude deixar de concluir dessas afirmações que, apesar da brutal subida do IVA ( 76,9% ), a facilidade de fuga ao Fisco que lhe ficara muito limitada era a maior causadora da subida do montante a pagar .
    Por último renovo ser muito interessante que um sector em crise tenha criado tanto emprego nos 2º e 3º trimestres de 2013 .
    Cordialmente

    Carlos Almeida Santos
  • Sem imagem de perfil

    Paulo Leones 15.11.2013 13:13

    Meu caro Carlos Almeida.

    Não consigo entender como chega ao resultado lateral de que o causador da subida do montante a pagar é a diminuição da capacidade de fuga ao fisco quando é o próprio a referir que o aumento do IVA teve o brutal valor de 76,9%.
    Relativamente ao emprego criado no 2º e 3º trimestre, digo-lhe que não acredite em tudo o que ouve.
    Proponho-lhe que faça antes um raciocínio com base nestes factos:
    IVA médio de compra na Hotelaria, Bares e Discotecas é superior a 21%
    IVA médio de compra em cafés, pastelarias e quiosques é de 18%
    IVA médio de compra em restaurantes é de 9%
    Pense nisto!
    Cumprimentos,
    Paulo Leones
  • Imagem de perfil

    Loscar Elmano 15.11.2013 23:22

    Prezado Paulo Leones

    Julgo perceptível que, se o IVA subiu cerca de 77% e há na restauração quem esteja a pagar o triplo do IVA que anteriormente pagava ( e isso sem subir preços e com menos clientes ), essa triplicação se tem que dever em maior parcela a outra causa que não à subida do IVA .
    E aí entra, claramente, a redução drástica da possibilidade de fuga ao Fisco .
    Cordialmente

    Carlos Almeida Santos
  • Sem imagem de perfil

    Paulo Leones 16.11.2013 00:15

    Meu caro Carlos Santos

    Se o seu pressuposto está correcto então como justifica um aumento de receita efectiva de apenas de 109%?

    Cumprimentos,

    Paulo Leones
  • Imagem de perfil

    Loscar Elmano 17.11.2013 10:58

    Prezado Paulo Leones
    A justificação é simples ;
    * com menos clientes
    * sem subida de preços
    * com a taxa do IVA a aumentar 76,9%,
    o IVA pago cresceu 109%, o que comprova que havia receitas que anteriormente fugiam ao Fisco .
    Cordialmente

    Carlos Almeida Santos
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