Chaise-Longue

Outubro 11 2018

Marcelo Rebelo de Sousa fala demasiado .

E, desse modo, não acerta sempre, entrando por vezes em contradição .

Podemos recordar o episódio de Pedrógão - começou, impante, a referir que tinha sido feito ( e bem ) tudo o necessário, para, mais tarde, dar claramente o dito por não dito .

Agora são as "bicadas" ao antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva .

Perante a manifestação de espanto do mesmo pela não recondução da PGR considerou que o ex-Presidente, nos seus comentários, tinha tido falta de sentido de Estado .

Só que MRS, ao falar no decurso das comemorações dos vinte anos da atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago, não se limitou às loas ao escritor .

É certo que esqueceu ter sido o mesmo o saneador-mor no Diário de Notícias, mas não olvidou mais uma crítica a Cavaco Silva, recordando a oposição do Governo de então à selecção de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" para um prémio internacional .

Por minha parte confesso que não o livro de forma integral .

É verdade que tentei, esforçadamente, ler o romance até ao fim .

Resisti, de modo heróico, até à página 32, quando Maria tira uma boa porção das lentilhas com cebola picada e das papas de grão-de-bico para uma tigela que vai levar ao mendigo .

E muito resisti eu !

De qualquer modo não deixo de reconhecer que há gostos para tudo ...

Mas a questão é outra - terá o actual Presidente da República revelado sentido de Estado no comentário que fez à actuação do ex-Primeiro Ministro ?

Ou a falta de sentido de Estado só ocorre nos outros ?

publicado por Loscar Elmano às 22:57

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